IV ENREFAEBSUL/2018

IV Encontro Regional da FAEB Sul/XII Colóquio Sobre Ensino de Artes

O IV Encontro Regional da FAEB, Região Sul a realizar-se na cidade de Criciúma na data 22 a 24 de agosto de 2018 na Universidade do Extremo Sul Catarinense  UNESC: http://www.unesc.net/portal/ .

O tema proposto ENSINO DE ARTES E POLÍTICAS PÚBLICAS: MANUTENÇÃO DOS DIREITOS E NOVAS CONQUISTAS se insere nas discussões advindas das recentes mudanças ocorridas no campo da educação e das artes nos últimos anos. Professoras(es), por meio de suas associações, resistem ao modelo de formação aligeirado, ao corte sistemático dos direitos conquistados e ao cerceamento dos conteúdos das artes nos espaços expositivos e na sociedade como um todo. Também no campo do trabalho, há uma sistemática ofensiva contra as mordaças colocadas nos profissionais que se opõem às diretrizes impostas pelas políticas públicas neoliberais. Nessa perspectiva, o evento concretiza-se como espaço de luta, reflexão e organização para enfrentar os desafios sociais e fundamentalmente opondo-se à precarização da formação docente implicada no modelo instrumental dissociado do papel crítico.

O evento é destinado às professoras(es), arte-educadoras(es), estudantes, profissionais da área e demais interessadas(os) nas áreas de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música e Teatro, além de suas intersecções e será constituído por conferência de abertura, conferência de encerramento, mesas de trabalho, cirandas de conversa, oficinas e comunicações.

Edital do IV Encontro Regional da FAEB Sul/XII Colóquio Sobre Ensino de Artes: ENREFAEBSULCOLOQUIO2018

Contato/Informações: secretariaenrefaeb@gmail.com

Edital da I EXPOSIÇÃO ENREFAEB SUL/OBJETOS POLÍTICOS/POÉTICOS DE MEMÓRIAS DOCENTES:  Edital exposição III ENREFAEB 1

ABERTA INSCRIÇÕES PARA OFICINAS – 4º ENREFAEBSUL – 13º COLÓQUIO SOBRE ENSINO DE ARTES – AAESC

Inscrições Aqui: OFICINAS2018

OFICINA 1: Objetos pedagógicos como recurso educativo no âmbito da inclusão
MINISTRANTES: Priscila Anversa – DAV – CEART/UDESC e Raysa Serafim Farias
EMENTA: A oficina “Objetos pedagógicos como recurso educativo no âmbito da inclusão” visa a construção de uma abordagem teórico-prática, onde os participantes irão refletir acerca dos desafios em propor/criar objetos pedagógicos a partir de um assunto ou tema dentro da arte, sendo desafiados à adaptação de materiais para pessoas com deficiência. Vislumbra-se nesta oficina, conhecer jogos, materiais pedagógicos e outros dispositivos já existentes, no intuito de enriquecer o repertório dos participantes, para que compreendam através da teoria e da prática a importância da proposição de atividades lúdicas ao desenvolvimento e aprendizagem dos estudantes, além da criação de um objeto pedagógico por participante a partir de temas e deficiências diversas.
15 VAGAS

OFICINA 2: AÇÃO EDUCATIVA EM EXPOSIÇÕES COMO DISPOSITIVO PEDAGÓGICO AO ARTE EDUCADOR – MINISTRANTES: Cláudia Silvana Saldanha Palheta e Lucas Prestes da Silva (PPGAV – UDESC)
EMENTA: A oficina propõe o exercício de se pensar a ação educativa como um processo criativo – e vice-versa, inserida nas relações entre manifestações poéticas e autorais dos objetos de arte, no sentido de criar possibilidades para ações pedagógicas e reflexivas ao trabalho do arte-educador. Em proveito da I EXPOSIÇÃO ENREFAEB SUL – 2018 OBJETOS POLÍTICOS/POÉTICOS DE MEMÓRIAS DOCENTES, a oficina visa colocar público participante em estado de inquietação para [re]pensar o espaço da prática docente não somente como transmissão de conhecimentos. Nesse sentido, a Arte, em especial, a Contemporânea, é compreendida como espaço de possibilidades para elaborações e reelaborações do trabalho pedagógico, congregando experiência, reflexão e interação com o objeto para além de relações que o expliquem, mas que também são necessárias no processo educativo da Arte.
15 VAGAS

OFICINA 3: A PRESENÇA E A AUSÊNCIA DAS MULHERES NAS ARTES VISUAIS
MINISTRANTES: LUZIA RENATA DA SILVA – Universidade do Estado de Santa Catarina
EMENTA: A oficina tem como objetivo buscar perceber os modos pelos quais o sistema forjou/forja discursos de protagonismos; influenciou/influencia construções ideológicas machistas que visam o domínio dos saberes e destinaram/destinam lugares secundários, quando não invisibilizados para as mulheres nas artes visuais. Essa subvalorização está intimamente relacionada à historiografia da arte que omite a arte feita por mulheres, mas expõe seus corpos nus nas paredes dos principais museus do mundo. Conhecer a estrutura dominante e subvertê-la, é fundamental em nossas práticas pedagógicas de sala de aula.
Metodologia: Exposição e diálogo acerca da arte, dos contextos culturais, políticos e ideológicos de produção e modos de operação na arte contemporânea. Algumas das artistas estudadas: Rosana Paulino, Ana Mendieta, Gerda Taro, Zanele Muhole, Dulce Pinzón, María Teresa Ponce.
30 VAGAS

Oficina 4: Criação atoral a partir da imprevisível técnica e da investigação do improviso

Ministrante: Paulo Ramon da Silva

Pesquisa individual e coletiva através de experiências com textos curtos (criados e/ou trazidos – no local ou de casa); improvisação de cenas curtas a partir de estímulos (palavras, frases ou sons), trazidos pelo condutor ou pelo(a) próprio(a) participante. A condução será direcionada a partir de interesses manifestados de pesquisa – solos, duos, trios ou quartetos, de acordo com a disponibilidade de trabalho e vontade dos interessados, de modo que as investigações individual e coletiva possam considerar os estímulos-fonte do condutor às experimentações, e ainda seus próprios estímulos produzidos. A estrutura da investigação e das cenas poderá ser conversada com o condutor, mas estimula-se o direcionamento autônomo dos participantes. A imprevisível técnica investiga meios específicos e/ou subjetivos de estar em cena a buscar descristalizar o que entende-se individualmente por técnica, buscando meios de exploração não-indicados e não-recomendados, se possível contraditórios e alternativos, em torno de proposições do condutor ou propostas de investigação dos próprios participantes. Ex: a) como ser um péssimo ator; b) como ser um péssimo criador; c) como “não ter uma ideia”; d) como ser uma péssima pessoa. As investigações contemplam, ainda, pesquisas de corpo e cenas através da temática da solidão urbana (ou do campo), da indiferença, de términos e rupturas, complementando-as com suas atmosferas opostas, contradições e aspectos não previstos.

As proposições estão abertas para sugestões. A complexidade da condução visa atender as diferentes necessidades de exploração individuais e suas extensões. Interessados em participar, enviem nome e e-mail de contato para: pauloramons@gmail.com (Assunto: Criação atoral). O plano de trabalho será encaminhado por e-mail, aos manifestados, no dia anterior.
Público-alvo: iniciados e não-iniciados em teatro.